quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A pérola dos dois dias na terrinha ou Como ter uma paciência de Jó para aturar as conversas de certa gente


- ai, a tua filha não sai nada a ti. é a cara do pai.
- ... (respiro fundo)
- só que com feições muito mais bonitas.
- ... (farto-me de rir por dentro e volto a respirar fundo)

Era bom demais...


Lembram-se DESTE belo post?
Pois que foi sol de pouca dura. Muito pouca, infelizmente. Até porque o percalço que vou relatar, já a seguir - e com provas fotográficas que eu não sou de falar para o ar - aconteceu poucos dias depois de o outro post em questão ter sido escrito. Eu é que demoro uma eternidade a publicar os textos que vou guardando nos rascunhos. Ninguém se faz.

Pois que, um belo dia, a Bolachita se lembrou de pegar numa caixa de chocolates - hermeticamente fechada, com plástico e tudo - que eu tinha em cima do aparador da sala. Sentou-se no sofá, no maior dos silêncios e, com aquelas mãozitas que tem, conseguiu retirar o plástico. Sim, aquele plástico que eu demoro uma eternidade a abrir. Até porque, depois de me debater com ele durante longos minutos, acabo por me aperceber que só com uma faca é que me vejo livre dele. Pois que a Bolachita não precisou de qualquer auxiliar cortante. Abriu a caixa, na boa, e fez-se aos chocolates. Comeu um, lambuzou outros quantos e apresentou-se a mim nestas figuras:



Não me parece que seja necessário acrescentar mais paleio. Certo?
Eu logo vi.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Qual é coisa qual é ela que é verde e amarela? (a tão aguardada resposta)

[Pensavam que tinha esquecido de dar a minha resposta à pergunta daquele famoso post
que tantos palpites por parte da malta suscitou (not)?
Pois que pensaram muito mal.
Não sou de deixar coisas por dizer. 
Nunca.
Aprendam.]


É o ananás.
Claro está.
E é isso mesmo que eu pareço, quando combino estas duas peças mega fashion made in Brazil.






Nesta foto é que dá mesmo para se ter noção da textura dos tecidos e da sua semelhança com a textura do ananás.

Digam lá se não tem tudinho a ver com o raio do ananás?


Yep. Já tenho disfarce para o próximo Carnaval. youpi.
A chatice é que eu quero saber tanto do Carnaval como da vida sexual dos mosquitos.
Agora, também é verdade que é uma pena, não desfilar este modelito.
Dilema, dilema.

Porque o que eu queria mesmo era que me levasses contigo




mas já que não pode ser, leva uma amostra de mim.





QI elevado - confere,
deslocada no seio familiar - yep.
Tal e qual. Só que eu sou um tico mais gira.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Das ironias do destino.


Nunca chegaste a escrever um blogue para mim.
Como, em tempos, disseste que farias.
Fico com pena, porque teria sido algo bonito.

Outra pessoa lembrou-se de fazer aquilo que disseste que farias e não fizeste.
Uma caixinha de madeira com um bilhete lá dentro. 
No bilhete, o acesso a um blogue.
No blogue, mais de seis meses de escrita para mim.
Fico com pena, porque não foste tu que escreveste.

Fico com pena, porque quem escreveu continua a acreditar em algo que não existe. 
Fico com pena, porque continua a alimentar sentimentos e sonhos que, já há muito, não têm razão de ser.

E tu nunca chegaste a criar aquele tal blogue que, um dia, disseste que irias escrever só para mim.
E tenho pena, porque teria sido algo tão bonito.




Eu não vivo num filme, nem sou actriz, mas existe um blogue criado para mim.
Só que, ironia do destino, não foi escrito por ti.

Porque os paparazzi só se dão ao trabalho de flashar gente importante* #33














* tipo a Bolachita e eu. Sim, sim.




nota 1: não. não tenho nada barriga. é da saia. ou uma ilusão de óptica qualquer.
nota 2: não. não estou grávida. já disse que é da saia. ou de uma ilusão de óptica qualquer.
nota 3: não. ainda não tenho a hipótese de corrigir ilusões de óptica com o photoshop que uso. o que, convenhamos, me deixa um tico triste. para além de desiludida com esta cena das novas tecnologias.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Ela voltou


e senti ali um aperto, não sei bem onde, ao perceber que já não diz escobê.
Agora diz escoega. Tal e qual como gente crescida (mas que tem um problema com os erres).


De hoje para amanhã,
já sabe ler de trás para a frente
e eu sem dar por nada.
Sem me aperceber que,
de facto,
o tempo passa.


(é o que dá ter passado tantas noites fora, voltou-me toda desformatada. e toca de passar para a minha cama, às três da matina, depois de ter acordado meia hora antes e de eu ter demorado quinze minutos a adormecê-la de novo. agora façam vocês as contas.)