quarta-feira, 16 de agosto de 2017

E é isto #26

há uns dias, vim cá escrever um texto. Deixei-o nos rascunhos, como que a marinar, tal e qual já fiz com tantos outros.

Há pouco, antes de começar a escrever estas linhas, fui lê-lo de novo. E, mal acabei de o ler, mandei-o às urtigas, que é como quem diz, carreguei no botãozinho do Delete e o assunto ficou devidamente arrumado. Percebi logo que não fazia sentido publicá-lo, muito menos sentido faria mantê-lo nos rascunhos, junto com os outros cento e cinquenta e sete que ainda lá estão.

Apesar de irónicas e excessivamente bem dispostas, havia muita lamúria subjacente naquelas palavras. Muito paleio de pobre desgraçada podia ser lido nas entrelinhas por qualquer leitor mais atento. E eu não nasci para isto. A verdade é essa.
Nunca fui de lamentar as agruras da minha vidinha. Nunca tive jeito para a autocomiseração. E isso não pode mudar. Simplesmente porque eu não quero que mude. 


Enquanto vou tendo plena consciência disso, nem tudo está perdido.
Creio eu.
Sem qualquer tipo de certeza.
 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Current mood #1





nota: reparem que não devo estar mesmo em mim para preferir escrever o título em inglês - em detrimento do francês - para esta coisa aqui.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Não é por culpa do tempo lá fora, esta secura

cá dentro é que anda tudo num reboliço extenuante.


A ter de me definir, não me definiria como sendo uma pessoa impaciente. No entanto, nos últimos anos (desde que já não tenho a minha mãe. pronto. vamos lá dizer as coisas como elas são, que os rodeios só nos lixam), tenho mais sede de viver. Viver muito. Tudo. Hoje. Agora. Já.
E esta secura, esta vontade sôfrega de sentir, de conhecer, de agir é tão desafiante como angustiante.
E cansa. Demais. Porque não há resultados exteriores, visíveis, do que vai cá dentro. Esta ânsia, que me seca até à alma, só existe em mim. Não é visível. Não se exterioriza, a sacana. Não consigo pôr em prática esta necessidade descomedida de viver. Muito. Tudo. Agora. Já.

Só não quero que me peçam para esperar. 
Não quero esperar.
Não consigo esperar.
A vida também não espera por mim.
Não esperou por ela. E levou-ma. Sem ter tido a oportunidade de viver como merecia.